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domingo, 20 de outubro de 2013

A quem me quiser ler


              Tenho a certeza absoluta de que muitos irão discordar dos sentires que aqui for depositando. Sejam livres de o fazer, de rebater, contestar, argumentar, porque esse é o berço de todo o entendimento, o cimento feroz de toda a construção que se queira duradoura.

                Só peço que entendam e aceitem que estas, correctas ou erróneas, são as minhas próprias opiniões, a minha forma pessoal de sentir e viver as coisas do mundo e não a defesa de qualquer ideologia política, social ou económica de que porventura possam encontrar reflexos na minha escrita.

Recuso-me, aliás, a subscrever ou defender qualquer partido político que vejo convertidos em estruturas monolíticas donde foram arredados há muito o mais ténues fogachos de idealismo e individualismo, ou seja, daquilo que acredito serem as pedras angulares e basilares da própria liberdade. E sem elas todos esses edifícios aparatosos e luxuosos ruirão mais cedo ou mais tarde!

Acredito estarem os nossos partidos políticos convertidos em pouco mais do instrumentos de manipulação de massas, em meros instrumentos de defesa dos interesses estranhos às necessidades do Estado que somos todos nós, padecendo por isso dos mesmos males que ditaram o fim das nossas duas primeiras Repúblicas ou o aparecimento feroz e bestial dos ditadores que assombraram todo o nosso século XX. A História é um professor capaz que os nossos políticos renegam e se recusam a ouvir.

A quem me quiser ouvir entrego desde já o direito inalienável e intocável da resposta e do desacordo que procurarei retribuir sempre com o agradecimento sincero devido a quem quer que oiça e se disponibilize para, através da sua própria expressão, nos educar e formar. A quem o queira fazer deixo, desde já, os meus agradecimentos calorosos e sinceros

François Marie Arouet, “Voltaire”,  21 de Novembro de 1694 - 30 de Maio de 1778)



2 comentários:

  1. Esta dor da Revolta pode bem ser, outrossim, a revolta da Dor. Dor de vermos os restos do nosso País reduzidos aos cacos que o igualam aos partidos por essa quebra responsáveis. Mas é sempre o que sucede em sistemas dominados por facções, sejam de uma só ou de muitas, como o que liberal e republicanamente nos reduziu a resquícios de uma ideia sem materialização, afinal o estado em que Pátria e grei desaguaram.

    Claro que está aqui a dizer Presente alguém que Te quer ler. Pena que tenha sabido desta Casa pela mais Amiga das Mediações e não, directamente, pelo Autor. Mas claro que foi bom Caminho que também me trouxe a esta Roma.

    Abração

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