Sem prejuízo das
preocupações que possa ter sobre este acontecimento, não deixo de
ver como inacreditável (e até mesmo inaceitável) a quantidade de
artigos de opinião que têm sido publicados nos últimos dias sobre
a eleição inesperada de Donald Trump para a presidência dos EUA.
Todas as agências
noticiosas parecem preocupadas em justificá-la por mor de razões
nacionalistas e protecionistas a que juntam q.b. as que se possam
prender com insatisfações populares, numa demonstração gritante
da sua relutância extrema em aceitarem a sua escabrosa falta de capacidade de
previsão e análise no que a este assunto diz respeito.
De tanto ouvir
justificações, análises e opiniões de supostos especialistas, impantes dos seus dotes de patologistas aplicados ao desgraçado cadáver das
esperanças Democratas, já tenho a estranha e incongruente sensação
de que todos os males do Mundo advêm, advirão e se resumem a esta
vitória supreendente (ou nem tanto) do inverosímil candidato Republicano.
No entretanto os
males internos, os males da Nação são, com evidente vantagem para
alguns, relegados para um distante plano na linha de visão dos
cidadãos portugueses.
