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sábado, 19 de novembro de 2016

Ad nauseam

   Sem prejuízo das preocupações que possa ter sobre este acontecimento, não deixo de ver como inacreditável (e até mesmo inaceitável) a quantidade de artigos de opinião que têm sido publicados nos últimos dias sobre a eleição inesperada de Donald Trump para a presidência dos EUA.

   Todas as agências noticiosas parecem preocupadas em justificá-la por mor de razões nacionalistas e protecionistas a que juntam q.b. as que se possam prender com insatisfações populares, numa demonstração gritante da sua relutância extrema em aceitarem a sua escabrosa falta de capacidade de previsão e análise no que a este assunto diz respeito.

   De tanto ouvir justificações, análises e opiniões de supostos especialistas, impantes dos seus dotes  de patologistas aplicados ao desgraçado cadáver das esperanças Democratas, já tenho a estranha e incongruente sensação de que todos os males do Mundo advêm, advirão e se resumem a esta vitória supreendente (ou nem tanto) do inverosímil candidato Republicano.

   No entretanto os males internos, os males da Nação são, com evidente vantagem para alguns, relegados para um distante plano na linha de visão dos cidadãos portugueses.

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